Carcinoma de Células Escamosas da Pele
O carcinoma de células escamosas da pele (CEC, por vezes abreviado como CCE), também conhecido como carcinoma espinocelular, é um tipo de câncer de pele que se origina nas células da epiderme, camada mais externa da pele. Ele é considerado o segundo tipo de câncer de pele mais frequente, ficando atrás apenas do carcinoma basocelular. Embora tenha bom prognóstico quando diagnosticado precocemente, pode se comportar de forma agressiva, com potencial para invadir tecidos mais profundos e gerar metástases.
Incidência do Carcinoma de Células Escamosas no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o carcinoma de células escamosas representa uma parcela significativa dos cânceres não melanoma no Brasil, com milhares de novos casos ao ano. Sua ocorrência está intimamente ligada à exposição solar acumulada ao longo da vida, especialmente em pessoas de pele clara, com histórico de queimaduras solares ou exposição profissional ao sol.
Quais são os fatores de risco para o Carcinoma de Células Escamosas?
É importante compreender que o carcinoma de células escamosas costuma se desenvolver em decorrência de múltiplas exposições cumulativas e de alterações genéticas induzidas pelos raios ultravioleta. Identificar corretamente esses elementos favorece a adoção de medidas preventivas e o diagnóstico precoce, reduzindo significativamente as chances de evolução para estágios mais avançados da doença. A seguir, veja quais características e comportamentos aumentam o risco do câncer de pele.
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Exposição solar crônica e sem proteção
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Ceratose actínica (lesão pré-maligna)
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Imunossupressão (transplantes, HIV, uso de medicações para doenças auto imunes)
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Tabagismo
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Exposição a agentes químicos (arsênico)
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Feridas crônicas, cicatrizes antigas e queimaduras
Sinais de Câncer de Células Escamosas da Pele
O carcinoma escamoso pode se apresentar de formas variadas. As mais comuns incluem:
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Lesão elevada, com crosta, que pode sangrar
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Placas avermelhadas, descamativas
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Ulceração que não cicatriza
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Crescimento rápido em regiões expostas ao sol, como rosto, couro cabeludo, pescoço, orelhas e dorso das mãos
Fotos de Câncer de Pele (Carcinoma de Células Escamosas)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer na orelha)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer no rosto)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer na cabeça)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer no couro cabeludo)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer de pele no rosto)

Foto de Carcinoma de Células Escamosas (câncer no nariz)
Diagnóstico de Carcinoma de Células Escamosas
Avaliação Clínica e Dermatoscopia
O primeiro passo no diagnóstico de carcinoma de células escamosas em região de cabeça e pescoço é a avaliação clínica realizada por especialista em dermatologia ou cirurgião de cabeça e pescoço. Durante a inspeção detalhada, o médico observa a presença de placas eritroqueratóticas, pápulas firmes ou nódulos ulcerados que não cicatrizam, principalmente em áreas fotoexpostas como como a face, o colo cervical, o pescoço, o couro cabeludo e as orelhas.
A dermatoscopia, embora originalmente desenvolvida para o melanoma, tem papel auxiliar ao revelar estruturas vasculares atípicas - como padrões puntiformes ou glomerulares - e áreas de hiperqueratose, elementos que reforçam a suspeita de carcinoma.
Biópsia e Estadiamento
Sempre que há suspeita clínica, indica-se a realização de biópsia incisional ou excisional, procedimento essencial para confirmar o diagnóstico e coletar dados para o planejamento terapêutico. O exame histopatológico avalia o grau de diferenciação tumoral, a profundidade de invasão, possíveis acometimentos perineural ou linfovascular e a situação das margens.
Com base nesses achados, aplica-se ao carcinoma de pele não-melanoma o sistema TNM, que leva em conta o tamanho da lesão e fatores de alto risco, como localização em “zona H”, crescimento rápido, margens indefinidas e estado de imunossupressão.
Tratamento para Câncer de Pele
Cirurgia Excisional e Mohs Micrográfico
Para pacientes aptos à intervenção cirúrgica, a ressecção ampla com margens livres de tumor permanece o padrão-ouro. Em lesões de baixo risco recomenda-se margem de segurança de aproximadamente 4 a 6 mm, estendendo-se para 6 a 10 mm nos casos de agressividade maior ou presença de fatores de risco.
Em áreas anatômicas nobres - como pálpebras, nariz e orelhas - a Dra. Christiana Vanni recorre à técnica de Mohs micrográfico. Esse método permite a avaliação intraoperatória das margens até sua completa liberação, preservando o máximo de tecido saudável e garantindo resultados funcionais e estéticos superiores.
Para saber mais sobre a Cirurgia Micrográfica de Mohs, clique aqui.

Cirurgia Micrográfica de Mohs

Dra. Christiana Vanni e equipe em cirurgia de câncer de pele

Cirurgia de câncer de pele no nariz

Cirurgia de câncer de pele no nariz
Radioterapia
Em pacientes considerados inoperáveis, pelas condições clínicas gerais ou pela extensão anatômica do tumor, ou naqueles com comorbidades graves, a radioterapia pode ser adotada como tratamento primário, frequentemente obtendo respostas clínicas satisfatórias. Adicionalmente, quando as margens cirúrgicas se mostram comprometidas, há invasão perineural ou envolvimento linfonodal, a radioterapia adjuvante assume papel fundamental: diminui o risco de recidiva local e melhora o controle tumoral. Ainda assim, sempre que as condições clínicas e anatômicas permitirem, a cirurgia continua sendo a modalidade de escolha.
Terapias Sistêmicas
Em estágios localmente avançados ou metastáticos do carcinoma de células escamosas de pele, a imunoterapia com inibidores de PD-1 (pembrolizumabe, cemiplimabe) e a quimioterapia sistêmica à base de cisplatina, 5-fluorouracil e taxanos compõem a espinha dorsal dos protocolos mais atuais. Para lesões superficiais ou de extensão limitada, a quimioterapia tópica com 5-fluorouracil (Efurix®) ou imiquimode oferece excelente controle local, baixa toxicidade sistêmica e bom resultado estético.
Ao longo de todo o tratamento, a Dra. Christiana Vanni prioriza o diagnóstico precoce e o planejamento cirúrgico preciso, apoiados por avaliação detalhada da anatomia cervicofacial. Essa abordagem permite decidir de forma individualizada quando a terapia sistêmica ou tópica é mais adequada, sempre alinhando eficácia e preservação funcional.
Mais recentemente, estudos têm incorporado agentes-alvo como cetuximabe (anti-EGFR) e pequenas moléculas direcionadas a mutações tumorais específicas. A identificação de biomarcadores preditivos, por meio de painéis de sequenciamento, torna possível personalizar regimes, maximizando a resposta antitumoral e reduzindo eventos adversos.
Além do enfoque terapêutico direto, o protocolo integrativo inclui suporte nutricional contínuo, vigilância e manejo precoce de efeitos colaterais (xerostomia, mucosite, neutropenia) e acompanhamento psicológico. A atuação multidisciplinar, envolvendo oncologia clínica, nutrição, fonoaudiologia e psicologia, visa não só otimizar o controle da doença, mas também promover o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.
Abordagem multidisciplinar
Nos casos mais complexos, a participação de cirurgiões dermatológicos e plásticos, oncologistas clínicos, patologistas e especialistas em cirurgia reconstrutora é essencial para garantir resultado oncológico e funcional adequado.
Câncer de pele tem cura?
Em geral, o carcinoma de células escamosas tem cura em mais de 99% dos casos tratados precocemente e adequadamente. Contudo, tumores negligenciados ou recidivantes apresentam risco de invadir tecidos profundos, atingir nervos e estruturas ósseas, além de se disseminar para linfonodos e outros órgãos.
Como prevenir o câncer de pele?
Uso Diário de Protetor Solar
A aplicação diária de protetor solar com fator de proteção 30 ou superior é fundamental para reduzir o dano causado pelos raios UV. Mesmo em dias nublados, os filtros químicos ou físicos formam uma barreira que minimiza a penetração dos raios UVA e UVB na derme e na epiderme, retardando o fotoenvelhecimento e prevenindo mutações celulares que podem evoluir para carcinoma. A reaplicação a cada duas horas, especialmente após transpiração intensa ou contato com a água, garante a eficácia contínua da proteção. Além disso, é importante escolher fórmulas aprovadas pelas agências reguladoras da sua região - por exemplo, protetores testados e registrados pela ANVISA no Brasil, pela TGA na Austrália ou pelo COLIPA na Europa - para assegurar a adequação ao índice UV local e à sua tipologia de pele.
Controle da Exposição Solar
Evitar a radiação direta do sol no período entre 10h e 16h representa uma estratégia simples e eficaz. Nesse intervalo, a intensidade dos raios UV atinge seu pico, elevando o risco de queimaduras e de acúmulo de dano ao DNA das células cutâneas. Optar por atividades em locais sombreados ou adotar rotinas de lazer em horários de menor incidência solar contribui significativamente para a prevenção de lesões pré-malignas e malignas.
Para saber mais sobre os perigos da exposição ao sol, clique aqui.
Barreiras Físicas
Além do filtro solar, o uso de roupas adequadas como camisas de manga longa com tecido de trama fechada, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção UV são aliados importantes na proteção diária. Essas barreiras físicas impedem que grande parte da radiação incida diretamente sobre a pele e os olhos, reduzindo não apenas o risco de câncer, mas também a fotodermatite e o fotoenvelhecimento precoce.
Autoexame da Pele
Realizar o autoexame mensalmente incentiva o reconhecimento precoce de alterações na pele. Observar o surgimento de pintas novas, manchas que mudam de cor ou lesões que não cicatrizam e avaliar sua forma, borda e textura possibilita identificar padrões suspeitos antes de se tornarem mais graves. Esse hábito fortalece a relação de vigilância com o próprio corpo e prepara o paciente para buscar orientação médica assim que notar qualquer sinal de alerta.
Avaliação Dermatológica Periódica OU COM CABECA E PESCOCO?
Mesmo na ausência de alterações aparentes, a consulta anual ao dermatologista é recomendada para um exame clínico completo e, se necessário, a realização de dermatoscopia. Em casos de histórico familiar de câncer de pele ou exposição solar significativa ao longo da vida, a frequência desses check-ups pode ser ajustada para semestral. A avaliação profissional garante o diagnóstico precoce de lesões iniciais e a adoção de medidas preventivas personalizadas, reforçando o cuidado integral com a saúde cutânea.
Cirurgia de Câncer de Pele em São Paulo - SP
Se você notar qualquer sinal de alerta ou desejar uma avaliação mais aprofundada do carcinoma de células escamosas, agende hoje mesmo sua consulta com a Dra. Christiana Vanni, presencialmente em São Paulo (SP) ou por teleconsulta para todo o Brasil e exterior.
Com vasta experiência em cirurgia e manejo de tumores cutâneos na região de cabeça e pescoço, ela oferecerá um atendimento personalizado, pautado na mais alta precisão diagnóstica e nas técnicas cirúrgicas mais avançadas, sempre com cuidado humanizado. Entre em contato e cuide da sua pele com médica com grande experiência em cirurgia de câncer de pele.
Comentários2
Maria Regina Martins Silva
02/11/2025
Meu marido está com uma lesão no cotovelo. Parece umas verrugas. De uns dias pra cá está sangrando. Oque pode ser? Ele é uma pessoa difícil. Não gosta de visitar o médico. E isso me faz ficar mais preocupada. Eu queria uma opinião. E gostaria de mandar imagens. Oque devo fazer??
Dra. Christiana Vanni
O ideal é procurar uma avaliação de um dermatologista para avaliar as lesões no cotovelo.
José O C Ribeiro
26/12/2025
No dia 08/12 após ser diagnosticado com um CBC no couro cabeludo, comecei as tratativas para aprovação e agendamento da cirurgia recomendada pelo médico. Essa cirurgia foi agendada para só para o dia 09/01. Nesse meio tempo a lesão parece ter aumentado um pouco. Pergunta, esses 30 dias pode afetar a probabilidade de cura ? Obrigado
Dra. Christiana Vanni
Bom dia, muito provavelmente, nao. O mais importante é ser operado com margens livres de segurança. Um profissional experiente, fará tratamento adequado.
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Texto escrito por:
Dra. Christiana VanniMédica Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço
CRM/SP 120.060 - RQE 31.305
A Dra. Christiana Vanni é Médica Cabeça e Pescoço especialista em cirurgia e tratamentos oncológicos pela FMABC, pós graduada em Cirurgia Robótica de Cabeça e Pescoço pelo Hospital Israelita Albert Einstein, possui título de Doutorado pela FMUSP.
Cirurgia Robótica, Reconstrução e Tratamentos Oncológicos
Excelência em diagnósticos e tratamentos precisos, com técnicas cirúrgicas modernas e tecnologia de ponta.
Atendimento particular nos consultórios da Vila Mariana e Itaim Bibi e também na modalidade on-line, para pacientes em todo o Brasil e exterior. Credenciada nos melhores hospitais de São Paulo/SP, com ampla atuação na cidade.
Perfil: Conheça a Dra. Christiana Vanni
Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/0015992915263064
Doctoralia: https://www.doctoralia.com.br/christiana-vanni
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@drachristianavanni